Numa ordem linear a primeira das sete festas é o Shabat, que propõe muitas coisas, sendo a principal delas a proclamação do descanso, marcando dessa forma a relação entre o Deus criador e sua criatura, aquele que fez o mundo em seis dias e no sétimo descansou, o shabat norteia o estudo da Toráh, os cultos e a contagem do calendário das festas. Marcos 2:27, Êxodo 20:8, Atos 13:44, Levítico 23:32.
A segunda festa é a Páscoa, junto com ela acontece a terceira que é Pães Azimos, se estendendo por mais sete semanas até Shavuot, formando dessa forma um bloco de festas que se estende por quase dois meses. A Páscoa é a festa da primavera e do plantio, nela Jesus é a semente que tem que morrer para germinar.
Shavuot ou Pentecostes é a festa dos primeiros frutos, nela pela primeira vez os discípulos colheram os primeiros frutos, a Igreja (Atos capítulo 2).
Sucot (Tabernáculos) é a festa dos últimos frutos, esta festa está intimamente relacionada com a vinda do Messias. Sob vários aspectos seus símbolos merecem uma observação detalhada, primeiro é a sétima festa, é uma festa que dura sete dias e se realiza no sétimo mês, para compreendê-la é necessário o desenvolvimento do contexto das festas anteriores.
O segundo bloco de festas começa no sétimo mês com a Festa das Trombetas, a quinta festa, também chamada de Hosh Hashanah, significa o novo ano e tem um sentido de juízo, o nome bíblico é Yom T’ruah, dia das trombetas (alarme) e Yom Hazikaron, dia do julgamento, tem como ação principal o toque do shofar anunciando o novo tempo e profetizando a vinda do Messias, quando então ele será coroado como rei de Israel e das nações. O shofar é uma trombeta de chifre de carneiro que deve ser tocado com toques definidos e com significados distintos, o Segundo Testamento (Novo Testamento) está repleto de menções sobre as trombetas.
Em seguida, nesse segundo bloco temos a sexta festa, o Yom Kipur, dia do perdão (é significativo que após o julgamento haja espaço para o perdão ou condenação).
Por fim, a festa dos Tabernáculos, como todas as outras festas bíblicas, é uma festa agrícola e celebra a última colheita, conectando dessa forma as demais festas e o recomeço. Significa a celebração de um casamento, esse símbolo é bastante usado no Segundo Testamento, por exemplo, a parábola das dez virgens, das bodas e apocalipse 21 onde a kehilat, comunidade dos salvos, já é uma esposa e não uma noiva. Essa sequência festiva é muito bem ilustrada nos capítulos, 19: 16 de Apocalipse onde o rei é coroado, no capitulo 20:11 temos o julgamento do trono branco e no capitulo 21 é quando a cidade, a nova Jerusalém passa a ser a sua esposa.
A Festa dos Tabernáculos, ainda que bem contextualizada no cenário cristão, não possui uma pratica litúrgica ou significado que represente uma parte essencial do nosso culto, também as festas de Páscoa e Pentecostes não são celebradas na maioria das igrejas reformadas, sendo apenas reconhecidas com seus novos símbolos, por isso, vale apena então aprender mais sobre as festas, visto que elas encerram linguagens riquíssimas que serão melhor compreendidas se formos às origens bíblicas.
O ano agrícola judaico se encerrava com a grande Festa dos Tabernáculos (em hebraico: Hag Sucot). Logo após o verão, entre os meses de setembro a outubro, os israelitas se dirigiam para Jerusalém para as grandes festas de outono Rosh haShaná ( Festa das Trombetas), Yom Kipúr (Dia da Expiação) e Sucot ( Festa dos Tabernáculos), as quais se seguiam uma após a outra durante o 7º mês do calendário judaico.







