A descrição das Festas dos Tabernáculos na Bíblia Hebraica e nos escritos judaicos nos ajuda a compreender várias passagens da B’rit Hadashá (Novo Testamento) que estão diretamente relacionadas com esta festa, ou que evocam os temas da mesma. Os capítulos 7-10 da Evangelho de João são um exemplo disto. João 7:37-38 nos diz que no último dia de uma Festa dos Tabernáculos, Jesus se levantou perante todos em Jerusalém e exclamou que Ele era a verdadeira fonte da “água viva”, numa direta referência à cerimônia matutina do “Regozijo no Local da Retirada da Água”. No mesmo dia, Ele também declarou ser a “luz do mundo” (João 8:12), numa referência à cerimônia noturna. Em João 9, Ele cura um cego de nascença como demonstração de ser Ele a luz do mundo (João 9:5). Jesus lhe aplica lama aos olhos e depois ordena-lhe que os lave no tanque de Shiloach (Siloé), local de onde era retirada a “água viva” a cada manhã da festa. Assim João 9 une os dois temas (luz e água) apresentados nos capítulos anteriores. Em João 10, Jesus se apresenta como o “Bom Pastor” e como a “Porta” (vss. 7, 9) através da qual se entra para a salvação, numa alusão direta ao Salmo 118:20, “esta é a porta do Senhor, por ela entrarão os justos”. Este era o principal salmo que entoado ao longo da festa.







